ARTIGO: Identidade de gênero nas escolas: debater e discutir não é o mesmo que induzir

ARTIGO: Identidade de gênero nas escolas: debater e discutir não é o mesmo que induzir

A escola não pode ser um espaço artificial onde são evitadas discussões sobre a realidade vivida dentro de suas salas e fora dela por seus alunos

Por Camille Vieira da Costa, Dhyego Câmara de Araujo e Rafael Kirchhoff

A defesa por um modelo de educação baseado na convivência e na pluralidade não implica a imposição de padrões de vida a crianças e adolescentes, tampouco violam direitos fundamentais desses sujeitos. Ao contrário, tal defesa se inspira exatamente na salvaguarda e na promoção de direitos fundamentais previstos no ordenamento jurídico, tendo em vista direcionar-se à construção de um ambiente escolar, como também extraescolar, fundamentado no respeito e na dignidade de toda e qualquer pessoa humana.

Sendo assim, não se nega uma escola em que estudantes possam trazer conhecimentos aprendidos em casa e dialogar com aqueles dos currículos escolares. Em verdade, essa parece ser a intenção daqueles que pretendem fugir do debate, ao fomentar um novo formato de censura, em que tudo que extrapola o senso comum é tido como doutrinação ou ideológico.

É justamente na narrativa daquilo que se vem chamando no Brasil por “ideologia de gênero” que se encontram amarradas as tratativas para aprovação de projetos de lei municipais e estaduais defendendo uma Escola sem Partido, bem como as tentativas de barrar a vinda da filósofa Judith Butler ao país.

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Fonte: Gazeta do Povo

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