Nota de esclarecimento: Luiz Alberto Santos, presidente da ACMSE, aos/as leitores/as da Tribuna da Praia

Nota de esclarecimento: Luiz Alberto Santos, presidente da ACMSE, aos/as leitores/as da Tribuna da Praia

Muito triste, porém compreensível,  quando temos a infelicidade, de ter acesso a este nível de participação social, triste realidade, porém, preciso concordar com professor e comunicador Cloves de Barros, quando em uma das suas apresentações, afirmou que a grandiosidade do verdadeiro mestre está, em reconhecer sua pequenez diante da imensidão do conhecimento, “reconhecer um erro é fazer progresso na arte de raciocinar”, ensinamento que não foi compartilhado pelo crítico, Antônio Madeira em publicação na página do “Tribunadapaia.com.br”, quando da analise do Projeto de Lei 047 de 2021 de autoria do vereador pela cidade de Propriá, Ronnysson.

A escrita do mesmo para os que desconhecem o assunto, parece gozar de credibilidade e sustentação, porém, não resiste ao mais simples nível de questionamento, sua escrita apenas reforça a máxima de que: “a ignorância das coisas nos conduz fatalmente a exageros”. Em decorrência da postura adotada pelo crítico, vale lembrar que a história nos revela vários exemplos de ações desastrosas, a exemplo: Copérnico, Giordano Bruno e o próprio Galileu que por pouco, não foi queimado vivo, quando reconheceu que a terra era redonda. Todos os exemplos, servem para exemplificar a linha de pensamento do Antônio Madeira que, talvez não tenha tido a intenção, quero crer, se tratar de ignorância e não maldade. Este modelo de imposição de narrativas, conseguiu no passado assassinar muitas personalidades e hoje assassina a reputação do vereador Ronnysson perante a comunidade ribeirinha. Para felicidade de Ronnysson, hoje os carrascos não detêm o mesmo poder.

Como podemos observar no texto do crítico, o mesmo mais uma vez confirma que: “o leigo tem soluções próprias para problemas alheios”, basta que o leitor estude “a lei dos crimes ambientais, lei da vida”, citada pelo mesmo, para perceber o seu desconhecimento sobre o assunto, quero crer que o mesmo, não possa alegar ter sido um problema do corretor ou teclado. A lei que o mesmo desejava se reportar, acredito ser a lei 9605/1998, esta sim, trata das questões e dos crimes ambientais, mas, peço desculpas se existir uma lei municipal, que seja reconhecida, como lei dos crimes ambientais e sancionada na mesma data que a citada pelo crítico, lei 11.284, de 2 de março de 2006. Que não verse sobre a gestão das florestas públicas para a produção sustentável.

A ignorância pode ser considerada uma benção, como dita por Leandro Karnal, quando o envolvido não dispõe de conhecimento sobre o objeto questionado, o que não é o caso, deste que hora escreve estas poucas linhas, neste momento tenho a obrigação moral e intelectual de exigir do Srº Antônio Madeira, uma nota de desculpa para com os galistas, como seria bastante elegante e uma prova de evolução, se o mesmo agisse da mesma forma com o vereador Ronnysson, a quem o mesmo, sem ter a intenção, quero crer, assassinou sua reputação, quando produziu uma nota tão maldosa e preconceituosa. Basta se ater aos termos que o mesmo usa para se referir a fraternidade galista sergipana, “raça daninha”, sim, esta é a melhor e mais verdadeira expressão produzida pelo Antônio Madeira

O Srº Antônio Madeira, realmente não compreende nada sobre as peculiaridades desta espécie, muito menos a segurança jurídica, mas é compreensível, a leitura do mesmo foi sobre gestão das florestas, se pelo menos tivesse lido o art. 225 e o inciso II. Iria descobrir que a nossa Constituição Federal assegura a manutenção de todo patrimônio genético do nosso país. Eu poderia citar muitas outras fontes que asseguram a manutenção desta espécie a exemplo do art. 29, § III da lei 9605/1998 esta, que trata dos crimes ambientais. Por hora acho que já é suficiente para que o público ribeirinho da cidade de Propriá, compreenda, que nem sempre uma escrita bonita ou boas intenções, expõe a verdade.

Em momento algum o vereador fala em seu projeto, sobre o combate entre estas aves belicosas por natureza, o Srº Antônio não leu a justificativa do PL, se o tivesse feito, não cometeria tão despautério. Estou a cometer um erro gravíssimo, quando me permito debater, com alguém que adota a postura de um ativista político, alguém que aproveitou da oportunidade para ser visto. Como pode, alguém acusar ou defender algo que ele desconhece totalmente? Me perdoe, as premissas apresentadas me levam a esta conclusão. Como seria bem mais fácil e compreensível se pudesse dialogar com um Ecólogo ou um Biólogo.

Não posso encerra esta minha participação, sem antes agradecer ao administrador da página, o professor e comunicador Claudomir pelo espaço. O verdadeiro jornalismo bebe na fonte da ética e da justiça e permitir o contraditório é um princípio balizar na construção do bom jornalismo, sem contar, com o elevado apreço, para com os leitores, que terão acesso a informações verdadeiras, em detrimento de ilações e premissas falsas.

Atte.

Luiz Alberto Santos
Presidente da ACMSE

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