JOÃO FONTES Jr: Por uma cidade sustentável e cidadã, entrevista com o pré-candidato a prefeito de Boquim

JOÃO FONTES Jr: Por uma cidade sustentável e cidadã, entrevista com o pré-candidato a prefeito de Boquim

Ao longo de minha vida, sempre tive participações em movimentos e causas. (João Fontes Jr.)

por ClaudOmir Herzog

João Fontes Júnior (40 anos completados em 5 de março passado), é vereador eleito em 2016 pelo Partido Verde e pré-candidato a prefeito de Boquim, no Centro Sul Sergipano, agora pelo Cidadania. Técnicp Amnirntal, Engenheiro de Segurança do Trabalhador e Bacharel em Direitp, João Fontes já foi candidato a deputado federal, primeiro presidente do CBH-Piauí, fundou a Associação Agroecilógica de Boquim e a Rádio Cidade Sustentável. Nesta entrevusta concedida a ClaudOmir Herzog, conhrça a trajetóroa pessoal, profissional e política de João Fontes Júnior.

TRIBUNA DA PRAIA – Vereador em Boquim, você é um dos parlamentares mais atuantes de Sergipe e com destacadaa defesa da cidadani e do meio ambiente, como escolheu estas e quais às demais bandeiras do mandato?
JOÃO FONTES Jr – Ao longo de minha vida, sempre tive participações em movimentos e causas sociais a qual eu sempre acreditei, participando ativamente em grupos de direitos estudantis, formação de grêmios, diretórios centrais estudantis, causas ambientais, pois venho de uma região da citricultura, na época se debatia muito as condições do meio ambiente do trabalhador da laranja. A partir daí,l sendo eleito entre as 11 cadeiras legislativas para 2016/2020. Criamos através de resolução, uma Comissão Parlamentar de Meio Ambiente e dos Direitos dos Animais, a qual depois a serem criadas e estimuladas em diversas câmaras municipais por todo o interior do Brasil. Ou seja, priorizei aquilo que mais me dediquei por toda a minha vida. Sendo assim, fica fácil defender o que te dar prazer.

TRIBUNA – Da Pré-escola a Universidade; como se deu a sua trajetória estudantil e acadêmica, até a convlusão do curso que lhe credenciou Bacharel em Direito?
JOÃO FONTES – Sempre estudei meu Ensino Fundamental e Médio em escolas públicas, maior parte na escola Estadual de 1º e 2º Graus Severiano Cardoso, onde tive verdadeiros educadores. Depois tive uma ligeira passagem pela escola Agrotécnica Federal de São Cristóvão, sendo escolhido para a composição do Conselho Estudantil no mesmo ano. Como tive uma oportunidade no Ensino Superior em Engenharia Ambiental, pela Universidade Tiradentes, pena que o curso era tarde e noite, acabei migrando para o curso de Tecnólogo em Riscos Ambientais e Segurança do Trabalhador. Qual formei e me especializei em pós graduação em Engenharia de Segurança do Trabalhador, qual depois vim a ser professor na área de Segurança do Trabalhador, em municípios de Tobias Barreto e Neópolis. Foi conciliado o trabalho em Neópolis, passei a morar em Aracaju, que pude concluir o curso de Bacharel em Direito na Faculdade Pio Decimo. Qual tive boas amizades com colegas e professores. Além de ótimas recordações.

■ Priorizei aquilo que mais me dediquei por toda a minha vida, sempre tive participações em movimentos e causas

TP- Fale sobre a Associação Agroecológica de Boquim, que você fundou e dirigiu, sua eleição e participação como presidente e membro do Comitê da Bacia Hidrografica do Rio Piauí e na Frente Ambientalisra, entre outros movimrntos:
JFJ – A ONG Ambientalista de Boquim nasceu em um momento muito deficil, no ano de 2001, logo após o bárbaro assassinato do meu amigo, sindicalista e vereador de Boquim, Carlos Gato. Como não tive a frente do Sindicato dos Trabalhadores da Citricultura, pois era muito perigoso na época e ate então, todos os assassinos estavam soltos e impunes, então para o vácuo não ficar ainda maior, cerca de 30 dias, criamos a primeira ONG Agroecológica Ambiental da cidade. Pautando alguns direitos similares ao sindicato de Gato, entre eles; a defesa do direito ao meio ambiente a saúde do trabalhador, direitos a segurança alimentar, respeito aos recursos hídricos, educação ambiental no campo e na cidade. Já nascia forte, logo conhecemos valorosos companheiros de lutas, como o professor Genival Nunes da ONG aracajuana Acauã, Palomares da ONG de Estancia, Agua e Vida e várias outras, chegamos a escolher a Acauã para ser a nossa representante no Conselho Estadual do Meio Ambiente. Tivemos participação na criação e fundação do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Piauí- Sergipe, onde envolve os 16 municípios da região Sul e centro Sul de Sergipe, do qual estou inclusive presidindo deste importante comitê. Muitos anos de dedicação na gestão de recursos hídricos em nosso estado. Cheguei a participar de diversas conferências municipais, regionais e estaduais e nacionais, escolhido em plenárias para representar o segmento das ongs ambientalista por diversos estados oromovidas pelo Ministério de Saúde e do Meio Ambiente.

TP – E sobre sua militância política, antes da política partidária, no PV, pelo qual concorreu a deputado federal, se elegeu vereador e por quê decidiu migrar para o Cidadania?
JFJ – Então, ainda no Eemnsino Fundamental, buscando formação política nos anos de 1998, conheci os amigos do PCdoB, qual me filiei e fui candidato a vereador no ano de 2000, naquela época, tive 45 votos. Gato foi o único vereador eleito com mais de 600 votos, passondo 9 meses e 21 dias como vereador. Qual foi vitima de um bárbaro assassinato, em uma emboscada na cidade de Pedrinhas. Em outubro daquele mesmo ano, em visita ao deputado estadual e presidente do Partido Verde, Ismael Silva, me fez um convite a filiar ao PV de Boquim. Qual passei a dirigir a sigla por um longo tempo. Fui candidato a deputado estadual em 2002 e deputado federal em 2010, ao lado de Marina Silva, candidata a presidente. Todas minhas participações nas eleições foram ideológicas e nunca apenas eleitorais. Hoje estou no Cidadania, que tem a frente o senador Alessandro Vieira e os deputados estaduais Georgio Passos e da amiga kitty Lima. Em Boquim o Cidadania buscará oxigenar a política local e regatar a autoestima do seu povo.

■ Todas minhas participações nas eleições foram ideológicas e nunca apenas eleitorais.

TP – Qual a avaliação que você faz da atual administração de Boquim e como têm sido a relação entre essa e a Câmara de Vereadores?
JFJ – Um administrador falho, sem noção na formação da escolha da sua equipe de governo e que não reconhece amigos ou aliados políticos. Fui talvez o único a clamar a união e junção de todos da oposição. Jean iria ganhar por WO. Três vereadores já tinham migrado para o grupo da situação na época, era Jean o prefeito. O próprio Eraldo Andrade já estava de malas prontas para ir para o ninho dos Mitidieris. Lutei, lutei, reunião e mais tentativas de reunião, ninguém dos Fonsecas queria ser candidato a prefeito e a todo o tempo, várias lideranças migrando para o grupo da situação. Fui um dos primeiros estimuladores da uniaõ. O meu grupo, PV na época não brigou para ter o candidato a prefeito, não fez imposição para ser o vice e sequer brigou para ser o vereador cabeça de chapa. É inacreditável, nem saber brigamos por secretarias ou quantidade de cargos. Mesmo assim, o meu partido fez 02 vereadores, de um total de apenas 04 vereadores eleitos pela bancada de governo. Sequer fomos chamados para indicar nomes no primeiro escalão. Sequer teve formação de Conselho Político. Por ser ambientalista, pensei que as principais bandeiras de defesa ambiental, seria priorizadas ou respaldadas. Até hoje ninguém fala em Plano Diretor Municipal, arborização da cidade também foi zero. Nunca pensei que um governo que eu ajudei a colocar no poder, deixaria de criar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Só depois de 02 anos, que colocou de volta o veterinário que fazia tratamento nos animais. A relação entre os poderes Legislativos e o Executivo, não é boa. Não existe um respeito cordial com a câmara.

■ Nunca pensei que um governo que eu ajudei a colocar no poder, deixaria de criar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

TP – Quais são os principais problemas, gargalos enfrentados pela população boquinhense?
JFJ – As maiores dificuldades estãi relacionadas a falta de segurança pública na cidade e nos povoados, Boquim tem muitas entradas e saídas para todos os lados, a falta de perspectivas de emprego é outra realidade. Boquim hoje é uma cidade dormitoria. Muitos jovens e pais de famílias buscam trabalhos nas cidades de Estancia, Lagarto, Aracaju, no Sul e Sudeste do pais. A falta de políticas públicas sociais, por descuido da atual administração é outra realidade visível, pois mães não tem onde deixar suas crianças e poderem aprender a fazer um bolo, pra vender e sair da pobreza. As políticas de assistência sociais para os jovens e famílias é nítido nas comunidades mais carentes. A desorganização dos poucos produtores, também é necessário um Plano aMunicipal de Desenvolvimento Local. A falta de acostamento e sinalização nas rodovias estaduais, faz com que motoristas em viagens, evitam trefegar, justamente por essa insegurança, optando pelas estradas das cidades de Salgado ou de Lagarto.

TP – Com apenas um mandato de vereador, você considera cumprida sua missão no Parlamrnto Municupal?
JFJ – Veja, não pretendo ter o mandato como profissão. Sonho em ver um Boquim e um mundo ainda melhor. Sempre tem algo a fazer ou cumprir. Seja como vereador, ambientalistas ou mesmo, como prefeito. Política não deve ser profissão. Como vereador, até penso que eu poderia ter dado um contribuição melhor, se não fosse por conta da rivalidade dos dois grupos tradicionais. A casa legislativa acaba se contaminando pela interferência dos seus líderes políticos. Eu mesmo tive muitos projetos aprovados e muitos também reprovados, mesmo sem haver um debate interno, pois o prefeito têm poder de veto, daí o vereador precisa derrubar o veto, ou seja, você que é independente, fica dependente de bancadas de A ou de B. mesmo assim tivemos participação em projetos, que ficaram na história de Boquim. Código de Direitos dos Animais, código Ambiental, emendas a Lei Orgânica Municipal, emendas impositivas, dentro do orçamento do município, o qual dará maior respaldo para os futuros vereadores

■ Sonho em ver uma Boquim e um mundo ainda melhor.

TP – O que lhe motivou a decisão de disputar a Prefeitura de Boquim, quais forças aliadas em andamento e quais nomes além do seu, são pré-candidatos aos demais cargos em disputa?
JFJ – A minha maior motivação são os grandes desafios para desenvolver a nossa cidade, que um dia foi tão importante para a economia do estado e hoje está órfã de pai e mãe. Boquim pode voltar a ser uma cidade melhor, basta uma pequena trégua entre grupos tradicionais. Tanto o grupo do atual prefeito, como também o grupo que esteve à frente do município por 12 anos, todos têm os seus líderes debaixo da saia do governador do estado. Precisamos mudar a cara da cidade e depois mudar a cara do estado. Quem for o novo prefeito de Boquim, terá uma difícil missão, que é de unir a cidade, chamar o comercio e comerciantes, agências bancarias, associações comunitárias, todos darem às mãos. Assim encontraremos um lugar ao sol. Ao meu lado tenho um Diretório Municipal que acredita em mim e eles sabem que podem contar comigo. Tenho um senador jovem, que orgulha Sergipe e o Brasil. Tenho um partido que poderei contar com a ajuda de três deputados estaduais. Portanto, estou mais que preparado para esse grupo que já nasce grande. É um projeto bom para Boquim.

■ Quem for o novo prefeito de Boquim, terá uma difícil missão, que é de unir a cidade, chamar o comercio e comerciantes, agências bancarias, associações comunitárias, todos darem às mãos

TP – Há possibilidades de mais à frente o Cidadania recuar e você integrar uma chapa majoritária ao lado de um dos demais pré-candidatos, ou ainda assegurar uma reeleição para vereador?
JFJ – Estou muito convicto dos meus desafio. Desejo de todo o meu coração ajudar a desenvolver e resgatar o progresso da nossa Boquim. Sabe, é muito bom servir a sua população, existe muitas limitações no pleno exercício do mandato de vereador. Todos esperam algo a mais. Até nós mesmo. A câmara tem um limite e penso que posso dar uma contribuição muito maior para a minha cidade. Durante esses quase 4 anos, eu não trabalhei pensando em reeleição. Fiz um mandato de alto nível, hoje tenho amigos vereadores por vários municípios brasileiros. Sou um homem de grupo e de partido. Se o Cidadania em Boquim mantiver a minha pré-candidatura, irei até o fim. Inclusive já tenho bons nomes para me suceder na Câmara Municipal e espero que eles façam também um mandato a altura que o povo de Boquim merece.

TP – Quais às lideranças locais e estaduais que lhe apoiam e qual o grau de ebvolvimento destes atores sociais?
JFJ –Tenho mantido um bom diálogo com o meu novo partido, o Cidadania, pois tenho o apoio a nossa pré-candidatura a prefeito, já manifestada pela maioria dos membros da e?Executiva em Boquim. Sempre estou em contato com a minha amiga e ex vereadora e atual deputada estadual kitty Lima, a qual priorizamos bandeiras bem parecidas quando era vereadora, me auxiliando em vários projetos da causa ambiental e animal. Vou marchar com a turma do Cidadania. Desejo crescer junto e ajudar o meu novo partido. Caso eu consiga a proeza nesse projeto, tenho a leveza que eles estarão ao meu lado e eu ao lado deles.Sou jovem, estou no meu melhor momento.

■ Gostaria de agradecer por demais ao povo de Boquim por tudo que me proporcuonou ao longo de toda minha trajetória

TRIBUNA – Existe algum ponto, tema ou assunto que você gostaria de falar e que não foi objeto de nossos questionamentos?
JOÃO FONTES –
Estou contemplado com as perguntas.

TRIBUNA DA PRAIA – Para finalizar, qual a mensagem que você deixa ao povo de Boquim e sos leitores da Tribuna da Praia?
JOÃO FONTES – Gostaria de agradecer por demais ao povo de Boquim por tudo que me proporcuonou ao longo de toda minha trajetória e aos amigos do jornal Tribuna da Praia, em especial ao professor ClaudemOmir pela democratização deste espaço. Um jornal histórico e com pautas que engradecem a história e a cultura do nosso estado.

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