DANIELA FEITOZA: “Economia solidária e redes de cooperação rural no município de Salgado/Sergipe”, é tema da Dissertação de Mestrado defendida por pirambuense na UFS

DANIELA FEITOZA: "Economia solidária e redes de cooperação rural no município de Salgado/Sergipe", é tema da Dissertação de Mestrado defendida por pirambuense na UFS

Ex-estudante da Escola Municipal Mário Trindad Cruz, onde cursou o Ensino Fundamental até o ano 2000 e no Colégio Estadual José Amaral Lemos, o Ensino Médio em 2003, a Geógrafa com bacharelado e licenciatura pela Universidade Federal de Sergipe, Daniela Santos Feitiza, defendeu na manhã desta terça-feira, 31, no Auditório do PRODEMA, sua Dissertação de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Geografia.

Banca – A banca examinadora foi composta pelos professores José Eloízio da Costa (presidente), Diana Mendonça de Carvalho e Luiz Manuel Costa.

Remuno

Economia Solidária é uma forma e processo de organização coletiva que busca autonomia na produção e reprodução social do trabalho. Pautada nos princípios da Solidariedade, Cooperação, Autogestão, Comércio Justo, e Consumo Solidário, a Economia Solidária no Brasil associa-se a uma alternativa em meio às crises e contradições do capitalismo sendo esta, vislumbrada apenas e somente enquanto “ação antálgica” no período de realização do Capital. À medida que o avanço do grau de desenvolvimento e amadurecimento do modo de produção capitalista transcende, via fase Ultra-Neoliberal a Economia Solidária se estrutura e espacializa com o apoio do Estado através da institucionalização como política pública. Neste sentido, nossa preocupação se estabelece a partir da análise de estudo de caso com base no que seja a organização da Economia Solidária no Território de Planejamento Centro-Sul do estado de Sergipe. Ao passo que elencamos temas que permeiem essa coletividade econômica solidária, traçamos nossos objetivos fundamentados no estudo das Redes de Cooperação forjadas no espaço rural do município de Salgado/SE. Nosso intuito se apresenta como entendimento da função social e uma tentativa de contribuir para o conhecimento geográfico através da compreensão da Economia Solidária do ponto de vista do espaço social, através da análise dos limites, alcances e possibilidades destas redes solidárias na articulação e na relação produção- comércio- consumo enquanto mecanismo central na dinâmica do desenvolvimento local, buscando compreender o espaço das trocas inseridas nestas redes de cooperação no âmbito da Economia Solidária, na quais compõem esferas imprescindíveis de reprodução da atividade econômica dos sujeitos envolvidos nas práticas socioespaciais do trabalho. Nos objetivos específicos, procuramos entender a relação e a participação dos sujeitos/agentes inseridos nas redes de cooperação solidária através dos circuitos curtos de comercialização investigando como se formata e materializa a eficiência das redes enquanto acessório de integração e coesão comunitária no território. E ainda refletir as implicações das redes de cooperação na “promoção” do desenvolvimento local, verificando os rebatimentos desta politica publica no modo de vida dos agricultores familiares no espaço rural. A análise deste estudo está ancorada pelo método Empírico-Analítico em face da dinamicidade e realidade do campo de pesquisa nesse sentido, buscou-se entender os arranjos institucionais das redes de cooperação avaliando as possibilidades que as relações sociais baseadas nos princípios da Economia Solidária têm de se reproduzir abrigada no espaço mediado pelo capitalismo. Nessa lógica, traçamos o perfil da Economia Solidária em Sergipe através da instrumentalização da política publica via processos e ações que ensaiaram uma espécie de experiência ainda que embrionária no estado. Sendo possível avaliar o grau de inserção no território Centro-Sul, sobretudo no espaço rural em que a organização da Agricultura Familiar afina-se nas redes de cooperação configuradas fundamentalmente por associações e cooperativas combinando solidariedade e ação coletiva como alternativa frente ao mercado excludente e competitivo do Capital, nessa perspectiva é preciso pensar horizontes para a Economia Solidária e seu potencial gerador de espaços de esperanças, que nega o modelo dominante empreendedor/individual sem o caráter territorial. Para tanto, é importante salientar que ao passo que a Economia Solidária se desenvolve carrega contradições pelo fato de coexistir com o modelo capitalista apresentando-se como par dialético no espaço.

Com informações do Portal de Programas de Pós-Graduação (UFS)”m — https://www.sigaa.ufs.br/sigaa/public/programa/noticias_desc.jsf?lc=pt_BR&id=137&noticia=418818644

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