{"id":794,"date":"2020-03-23T03:27:38","date_gmt":"2020-03-23T06:27:38","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadapraia.com.br\/?p=794"},"modified":"2020-03-23T03:27:38","modified_gmt":"2020-03-23T06:27:38","slug":"artigo-repertorio-folclorico-de-propria-ariqueza-e-diversidade-do-folclore-da-princesinha-do-baixo-sao-francisco-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadapraia.com.br\/?p=794","title":{"rendered":"ARTiGO: Repert\u00f3rio Folcl\u00f3rico de Propri\u00e1 &#8211; a?riqueza e diversidade do folclore da Princesinha do Baixo S\u00e3o Francisco (1)"},"content":{"rendered":"<p>(*) Por Claudomir Tavares<\/p>\n<p>&#8220;Tudo o que eu tinha<br \/>\nDeixei l\u00e1, n\u00e3o trouxe n\u00e3o<br \/>\n&#8230; Por isto eu vou voltar pra l\u00e1<br \/>\nN\u00e3o posso mais ficar<br \/>\nRosinha ficou l\u00e1 em Propri\u00e1.<br \/>\nAi ai, ui ui,<br \/>\nEu tenho que voltar<br \/>\nAi ai, ui ui<br \/>\nA minha vida t\u00e1 todinha em Propri\u00e1\u201d.<br \/>\n(Luiz Gonzaga e Guido Morais)<\/p>\n<p>O Ciclo Junino inicia-se em 19 de mar\u00e7o e estende-se at\u00e9 as festas dos tr\u00eas santos (Ant\u00f4nio Jo\u00e3o e Pedro). \u00c9 um dos quatro (os outros tr\u00eas s\u00e3o o Carnaval, o Folclore e o Natalino) que comp\u00f5e o Calend\u00e1rio Cultural de Sergipe. Uma oportunidade privilegiada para discutirmos o repert\u00f3rio folcl\u00f3rico do Baixo S\u00e3o Francisco e, particularmente da cidade de Propri\u00e1,cantada em verso e prosa como a Princesinha do S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o conhece Propri\u00e1, ou mesmo conhecendo-a pouco \u201creparou\u201d em suas manifesta\u00e7\u00f5es culturais, em particular o folclore e, nesta vertente, os folguedos populares, est\u00e1 convencido que nesta cidade temos como express\u00e3o folcl\u00f3rica apenas o Grupo Folcl\u00f3rico Lampi\u00e3o Rei do Canga\u00e7o como grupo aut\u00eantico e o Bando de Curisco como grupo de proje\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de se estranhar, uma vez que nos \u00faltimos anos o grupo liderado por Ant\u00f4nio Xerife tem extrapolado as barreiras do nosso estado e se apresentado em outras unidades da federa\u00e7\u00e3o, como Bras\u00edlia(DF) e Serra Talhada (PE).<\/p>\n<p>Em dezembro de 2004 coordenamos no Col\u00e9gio Estadual \u201cJoana de Freitas Barbosa\u201d, o Polivalente, a maior e mais representativa escola do Baixo S\u00e3o Francisco o Projeto \u201cInvent\u00e1rio Cultural de Propri\u00e1, em que trabalhamos nas 8\u00aa S\u00e9ries do Ensino Fundamental e 3\u00ba Seriados do Ensino M\u00e9dio um conjunto de tem\u00e1ticas relacionadas aos elementos culturais de Propri\u00e1.<\/p>\n<p>Nos meses de agosto e setembro, outubro e novembro cumprimos o cronograma de levantamento de dados e orienta\u00e7\u00e3o aos grupos de alunos. Nos dias 06 e 07 de dezembro realizamos o 1\u00ba Workshop de Sociedade e Cultura Sergipana\/Semin\u00e1rio de Inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de Propri\u00e1: Re-Constru\u00edndo a nossa Mem\u00f3ria &amp; Hist\u00f3ria). Em 2005 o Projeto foi escolhido pela equipe da SEED\/Ensino M\u00e9dio como um dos mais representativos na rede p\u00fablica de Sergipe, estando at\u00e9 agora aguardandoo pr\u00eamio a n\u00f3s atribu\u00eddos.<\/p>\n<p>Foram 24 temas pesquisados por cerca de 200 alunos integrantes de 6 turmas, sendo tr\u00eas do Ensino fundamental e tr\u00eas do Ensino M\u00e9dio. O que nos chamou a aten\u00e7\u00e3o e causou uma agrad\u00e1vel surpresa foi comprovar a exist\u00eancia de uma fant\u00e1stica riqueza folcl\u00f3rica em propri\u00e1, marcada pela diversidade das manifesta\u00e7\u00f5es, que inclu\u00edam Guerreiro, Capoeira, Cangaceiros, e Quadrilha Junina.<\/p>\n<p>Desfez-se, ent\u00e3o, a id\u00e9ia predominante de que em Propri\u00e1 predominam apenas os cangaceiros. Os folguedos da Princesinha do S\u00e3o Francisco v\u00e3o bem al\u00e9m destas manifesta\u00e7\u00f5es. Vejam s\u00f3 um pouco do que encontramos em nosso repert\u00f3rio folcl\u00f3rico.<\/p>\n<p>I \u2013 A perman\u00eancia de Lampi\u00e3o em Propri\u00e1<\/p>\n<p>Em Propri\u00e1 h\u00e1 dois grupos de Cangaceiros na modalidade aut\u00eanticos e um na modalidade de proje\u00e7\u00e3o. O primeiro, Novos Lampi\u00f5es foi fundado no in\u00edcio dos anos 80 sob a lideran\u00e7a do Senhor Ant\u00f4nio Jos\u00e9 e ganhou logo proje\u00e7\u00e3o e notoriedade em todo o estado, se apresentando nos principais encontros culturais e festas tradicionais, como S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, Laranjeiras e Japaratuba, s\u00f3 para citar as mais representativas.<\/p>\n<p>No que h\u00e1 de belo, aut\u00eantico, os grupos folcl\u00f3ricos de Sergipe, n\u00e3o bastassem os v\u00e1rios problemas de ordem externa, tamb\u00e9m tem sofrido v\u00e1rios desgastes de conviv\u00eancia, como divis\u00f5es end\u00eamicas de cada um deles. O nosso exemplo vem com a divis\u00e3o na virada da d\u00e9cada de 80 para 90 do s\u00e9culo passado quando Ant\u00f4nio Xerife, ex-integrante do grupo liderado por Ant\u00f4nio Jos\u00e9, re\u00fane um grupo de amigos, como Jess\u00e9 e funda o \u201cLampi\u00e3o: Rei do Canga\u00e7o\u201d. Neto de cangaceiro, Ant\u00f4nio Xerife consegue em pouco tempo inserir o grupo definitivamente no cen\u00e1rio do folclore sergipano, sendo no estado uma express\u00e3o desta modalidade folcl\u00f3rica.<\/p>\n<p>Sobre os grupos de Cangaceiros escreveu o pesquisador Luiz Ant\u00f4nio Barreto:<\/p>\n<p>\u201cEm Sergipe tr\u00eas grupos cantam, dan\u00e7am e representam em homenagem a Lampi\u00e3o. Dois em Propri\u00e1 e um em Lagarto. Um dos de Propri\u00e1 recentemente fez apresenta\u00e7\u00e3o em Laranjeiras, vestido a car\u00e1ter , de cal\u00e7a e t\u00fanica azul, chap\u00e9u t\u00edpico, r\u00e9plica dos usados pelo bando, espingardas e cartucheiras em forma de X, al\u00e9m de facas e punhais, no estilo do Rei do Canga\u00e7o. As m\u00fasicas que narram as aventuras de Lampi\u00e3o foram recolhidas entre familiares dos homens folk\u2019s, portanto aut\u00eanticas, da \u00e9poca do reinado de Virgulino Ferreira; conservados boca a boca, como o povo vem conservando uma certa hist\u00f3ria marginal no Brasil. Quem estudar vai encontrar tal hist\u00f3ria, a que n\u00e3o consta dos comp\u00eandios. Curioso \u00e9 o nome do Grupo: Cangaceiros Novos Lampi\u00f5es. (&#8230;) S\u00e3o pois grupos novos, o que prova a din\u00e2mica do folclore, que est\u00e3o a merecer estudos aprofundados. (BARRETO, 1994: 244-46).<\/p>\n<p>A perman\u00eancia e a din\u00e2mica dos grupos de Cangaceiros em Propri\u00e1 tem consolidado o folclore local com sua capacidade de resist\u00eancia diante das novas modalidades culturais inevit\u00e1veis.<\/p>\n<p>II \u2013 Guerreiro Treme Terra de Propri\u00e1<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de 40 anos chegava em Propri\u00e1 o alagoano \u201cSeu Benedito\u201d, vindo de Arapiraca para se estabelecer em definitivo nesta cidade. A partir de sua presen\u00e7a na cidade, nasceu o Guerreiro Treme Terra de propri\u00e1, idealizado e liderado por ele nestas mais de quatro d\u00e9cadas. Pelo nome do l\u00edder, o grupo acaba por ser confundido muitas vezes como Guerreiro S\u00e3o Benedito ou Guerreiro de Seu Benedito. Sem problemas, j\u00e1 que muitos grupos tem incorporado em seu nome o do l\u00edder, como Reisado de dona Lalinha (Laranjeiras), Reisado de Sabal (Pirambu), Maracatu de Dona (Japaratuba) e tantos outros.<\/p>\n<p>Como a maioria dos grupos folcl\u00f3ricos de Sergipe, o Guerreiro Treme Terra de Propri\u00e1 encontra dificuldades de sobreviv\u00eancia em fun\u00e7\u00e3o da falta de quem d\u00ea continuidade e de encontrar nos mais novos a apropria\u00e7\u00e3o dos seus valores culturais, t\u00e3o necess\u00e1rios para a perpetua\u00e7\u00e3o das nossas mais aut\u00eanticas manifesta\u00e7\u00f5es culturais. \u201cSeu Benedito\u201d j\u00e1 tentou passar o comando do grupo para Ant\u00f4nio Xerife, mas este coloca dificuldades justamente pelas suas atribui\u00e7\u00f5es na condi\u00e7\u00e3o de l\u00edder do \u201cLampi\u00e3o: Rei do Canga\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>Sobre o Guerreiro, escreveram Anderson Charles, Luiz Torres e Patr\u00edcia Melo:<\/p>\n<p>\u201cAuto natalino, surgido em Alagoas, que carrega dados ou marcas do reisado.<br \/>\nAlguns apontam o guerreiro como uma proje\u00e7\u00e3o do reisado, isto deve-se \u00e0 origem luso-amer\u00edndia e africana dessas dan\u00e7as, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do grupo em filas, \u00e0 melodia, \u00e0s duas cores ( vermelho e verde), ao palha\u00e7o e a outros acess\u00f3rios que s\u00e3o comuns entre eles.<\/p>\n<p>Num conceito r\u00e1pido guerreiro significa grupo de dan\u00e7adores e cantores que se disp\u00f5em a guerrear contra a &#8220;na\u00e7\u00e3o&#8221; inimiga, ao mesmo tempo em que louvam o menino Jesus em seu nascimento, por extens\u00e3o \u00e0 religi\u00e3o cat\u00f3lica. Nas apresenta\u00e7\u00f5es, fazem uma seq\u00fc\u00eancia de cantos e dan\u00e7as, lideradas pelo comando do apito do mestre, tendo as indispens\u00e1veis cenas de lutas de espadas, denotando o tema original combate.<\/p>\n<p>De acordo com Mestre Euclides, do Guerreiro Treme Terra, o maior mestre de guerreiros em Sergipe, o auto teria surgido de uma dan\u00e7a executada pelos \u00edndios &#8220;Abori&#8221; que trazia consigo influ\u00eancia m\u00edstica devido aos &#8220;cabocos&#8221; das matas; estes dan\u00e7avam ao som de berimbaus, vindo depois a incluir uma viola adaptada com acordes de fibra vegetal. Deste animado &#8220;pagode&#8221; teria surgido a dan\u00e7a de Guerreiro.<\/p>\n<p>J\u00e1 outra lenda popular conta que uma rainha, cansada das regalias palaciana, pediu ao marido, o Rei Severino do Ramo para conhecer outros horizontes, e acompanhada de sua criada de nome Lira (L\u00edlia) e dos guardas (vassalos), encontra na floresta o \u00edndio Per\u00ed por quem se apaixona. Na volta, temendo ser descoberta, a rainha manda prender a criada. Os guardas tentam salvar a Lira e contam ao rei o amor da rainha por Per\u00ed, o rei entra em combate com o \u00edndio, vindo a morrer. O rei Severino do Ramo \u00e9 o mesmo S\u00e3o Severino do Ramo, que \u00e9 cultuado at\u00e9 hoje na igreja de Pau d\u2019Alhos interior de Pernambuco.<\/p>\n<p>E assim, sem uma origem precisa, o guerreiro desenvolveu-se entre os estados de Sergipe , Pernambuco e Alagoas.<\/p>\n<p>A dan\u00e7a \u00e9 composta de jornadas, estas s\u00e3o apresentadas de acordo com os personagens de cada grupo. Os passos de destaque s\u00e3o o 40 rebatido, tesoura, martelo, agalopado, trip\u00e9, coco, bai\u00e3o, sendo que o 40 rebatido e a tesoura predominam durante as exibi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Um dos pontos culminantes da dan\u00e7a \u00e9 a luta de espadas, travada entre o mestre e o \u00edndio, podendo a rainha fazer exibi\u00e7\u00e3o da luta para demostrar esperteza e capacidade para o posto que ocupa. O Guerreiro pode trajar a cor vermelha (encarnado), o amarelo ou cores variadas, como tamb\u00e9m duas cores, o azul e o encarnado, simbolizando o azul a pureza da Vigem Maria e o vermelho o sangue derramado por Jesus.<\/p>\n<p>Os personagens s\u00e3o o mestre, o embaixador, \u00edndio Per\u00ed, palha\u00e7o, vassalos , rainha-mestra , L\u00edra, sereia , estrela de ouro, o caterina e o figura. O acompanhamento \u00e9 feito por sanfona, pandeiro, tri\u00e2ngulo e tambor.Encontramos guerreiro em Aracaju, Areia Branca, Divina Pastora, Ilha das Flores, Japoat\u00e3, Japaratuba, Malhado dos Bois, Malhador, Ne\u00f3polis, Pacatuba, Propri\u00e1, Riachuelo e S\u00e3o Francisco.\u201d (CHARLES, 2004).<\/p>\n<p>A presen\u00e7a alagoana no Grupo \u201cGuerreiro Treme Terra de Propri\u00e1\u201d \u00e9 muito forte. Alguns integrantes v\u00eam de v\u00e1rias comunidades do vizinho estado quando o grupo necessita fazer suas apresenta\u00e7\u00f5es. Segundo seu Benedito, ele pr\u00f3prio tem que desembolsar as passagens e pagamento dos integrantes.<\/p>\n<p>III \u2013 Quadrilhas: O Folclore do Ciclo Junino<\/p>\n<p>O pesquisador M\u00e1rio de Andrade a define como &#8220;dan\u00e7a de sal\u00e3o, aos pares, de origem francesa, e que no Brasil passou a ser dan\u00e7ada tamb\u00e9m ao ar livre, nas festas do m\u00eas de junho, em louvor a S\u00e3o Jo\u00e3o, Santo Ant\u00f4nio e S\u00e3o Pedro. Os participantes obedecem \u00e0s marcas ditadas por um organizador de dan\u00e7a. (2)<\/p>\n<p>As quadrilhas juninas em Propri\u00e1 tem insistido em nome cuja associa\u00e7\u00e3o com a regi\u00e3o est\u00e1 um tanto quanto distante, mas que este detalhe n\u00e3o tira a import\u00e2ncia das mesmas como elemento do nosso folclore, particularmente do ciclo Junino. Na cidade est\u00e3o em atividade as seguintes quadrilhas, segundo levantamentos dos alunos: Maracangaia e Acaraj\u00e9 com Camar\u00e3o (apenas a primeira foi objeto de estudo, a segunda apenas citada como em evid\u00eancia na cidade).<\/p>\n<p>Uma outra Quadrilha Junina, de nome bastante sugestivo \u00e9 a Rosinha de Propri\u00e1, inspirada nas v\u00e1rias incurs\u00f5es de Luiz Gonzaga que tinha em Pedro Chaves um dos seus grandes amigos, e em Rosinha sua namorada. Sobre Propri\u00e1 e Luiz Gonzaga escreveu Luiz Ant\u00f4nio Barreto:<\/p>\n<p>Luiz Gonzaga, com seu reinado popular, cantou Propri\u00e1 e a amizade que fez com Pedro Chaves, da Fazenda Cabo Verde. E em v\u00e1rios textos demonstrou seu afeto: \u201cTud<br \/>\no o que eu tinha\/ deixei l\u00e1, n\u00e3o trouxe n\u00e3o\/&#8230;&#8230;Por isto eu vou voltar pra l\u00e1\/ n\u00e3o posso mais ficar\/ Rosinha ficou l\u00e1 em Propri\u00e1. Ai ai, ui ui,\/ eu tenho que voltar\/ ai ai, ui ui\/ a minha vida t\u00e1 todinha em Propri\u00e1\u201d. (BARRETO: 2006).<\/p>\n<p>Lamentavelmente esta quadrilha Junina encontra-se desativada esperando, quem sabe, ser reativada a partir de um re-encontro de Propri\u00e1 com seu passado, n\u00e3o t\u00e3o distante, marcado por saudosas e memor\u00e1veis lembran\u00e7as.<\/p>\n<p>IV \u2013 Capoeira: Resist\u00eancia Cultural em Propri\u00e1<\/p>\n<p>A capoeira&#8230;\u00e9 dan\u00e7a? \u00c9 jogo? \u00c9 luta? \u00c9 tudo isso ao mesmo tempo? Parece que sim, e \u00e9 isso que a torna t\u00e3o complexa, t\u00e3o rica e t\u00e3o surpreendente. \u00c9 luta, dissimulada, disfar\u00e7ada em &#8220;brinquedo&#8221;, jogo de habilidade f\u00edsica, ast\u00facia, beleza&#8230; e muita mal\u00edcia! A capoeira \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o da cultura popular brasileira que re\u00fane caracter\u00edsticas bem peculiares: mista de luta, jogo, dan\u00e7a, praticada ao som de instrumentos musicais (berimbau, pandeiro e atabaque), palmas e c\u00e2nticos. \u00c9 um excepcional sistema de auto defesa e treinamento f\u00edsico, destacando-se entre as modalidades desportivas por ser a \u00fanica originalmente brasileira e fundamentada em nossas tradi\u00e7\u00f5es culturais. (3)<\/p>\n<p>H\u00e1 em Propri\u00e1 pelo menos tr\u00eas importantes grupos de capoeira, cujos resultados tem ecoado em outras cidades do Baixo S\u00e3o Francisco e Alagoano com o Mestre Carlinhos e em territ\u00f3rio espanhol com o Mestre Rui Vilar.<\/p>\n<p>O Grupo de Capoeira Irm\u00e3os Unidos tem se destacado ao longo dos seus 18 anos de exist\u00eancia a partir do trabalho do professor Ant\u00f4nio Carlos da Silva, vulgo \u201cMestre Carlinhos\u201d, bastante festejado e admirado pelos seus colegas sergipanos e alagoanos. Seu esp\u00edrito de solidariedade, de desapego \u00e0s coisas materiais tem caracterizado a qualidade de seus ensinamentos cujos frutos renderam a forma\u00e7\u00e3o de filiais e novos grupos em povoados de Propri\u00e1 e de Porto Real do Col\u00e9gio (AL).<\/p>\n<p>Os alunos do Polivalente trouxeram a ordem do dia um grupo, que mesmo sem a proje\u00e7\u00e3o do Irm\u00e3os Unidos, tem se destacado pela regularidade de suas apresenta\u00e7\u00f5es, rotatividade de comando e sincronia de seus alunos, numa simbiose perfeita entre a sala de aula e as rodas de capoeira.<\/p>\n<p>\u00d3 Grupo \u201cAbalou Capoeira\u201d foi idealizado pelo propriaense Rui Vilar que como professor de capoeira al\u00e7ou v\u00f4os mais altos e estar h\u00e1 mais de dez anos em territ\u00f3rio espanhol repassando seus ensinamentos em v\u00e1rias cidades europ\u00e9ias. Periodicamente ele tem visitado sua terra natal, para rever sua fam\u00edlia, amigos e acompanhar o grupo que deixou nas m\u00e3os do contra-mestre \u201cPastor\u201d. Rui tem como projeto fundar em Sergipe o 1\u00ba Resort de Capoeira, onde pretende irradiar e difundir esta arte que tem sido s\u00edmbolo de resist\u00eancia dos brasileiros h\u00e1 centenas de anos.<\/p>\n<p>Os grupos de capoeira de Propri\u00e1 tem por si s\u00f3, uma capacidade surpreendente de resist\u00eancia, mostrando que a capoeira estar cava vez mais viva do que nunca. Aliada as demais manifesta\u00e7\u00f5es culturais, a capoeira estar sempre em evid\u00eancia, numa prova inequ\u00edvoca da sua presen\u00e7a entre n\u00f3s.<\/p>\n<p>Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/p>\n<p>\u201cQuanto mais voc\u00ea canta sua aldeia,<br \/>\nmais universal voc\u00ea se torna\u201d<br \/>\n(Bertold Brecht)<\/p>\n<p>O Projeto \u201cInvent\u00e1rio Cultural de Propri\u00e1\u201d foi o resultado das a\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas desenvolvidas ao longo do ano de 2004 nas disciplinas Sociedade &amp; Cultura Sergipana e teve como objetivo promover um levantamento dos aspectos hist\u00f3ricos, pol\u00edticos, culturais e sociais da cidade de Propri\u00e1, a partir de um estudo inicial sobre fontes prim\u00e1rias e secund\u00e1rias. Sua metodologia constou de pesquisas biogr\u00e1ficas e bibliogr\u00e1ficas, levantando informa\u00e7\u00f5es sobre os v\u00e1rios temas objetos de estudos. Sua culmin\u00e2ncia se deu atrav\u00e9s de exposi\u00e7\u00e3o dialogada, a partir dos temas pesquisados. Os resultados obtidos constituir\u00e3o um conjunto de documentos como o que acabamos de produzir, ainda que n\u00e3o conclusivos, sendo indispens\u00e1vel a contribui\u00e7\u00e3o de todos, com cr\u00edticas, sugest\u00f5es, constituindo-se num processo cont\u00ednuo de constru\u00e7\u00e3o e re-constru\u00e7\u00e3o de nossa mem\u00f3ria e de nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>(*) Claudomir Tavares da Silva (41) \u00e9 professor de Hist\u00f3ria, Cultura Sergipana, Sociologia e Filosofia no Col\u00e9gio Estadual Joana de Freitas Barbosa, em Propri\u00e1 (situa\u00e7\u00e3o em 2007).<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>(1) Publicado pela primeira vez em 18\/01\/2007<br \/>\n(2) Conforme \u201cQuadrilha\u201d. Dispon\u00edvel em: (3) Conforme \u201cA origem da Capoeira no Brasil\u201d. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.capoeirabrasil-ce.com.br\/historia\/historia1.htm &#8211; Acessado em: 19 junho 2006.<\/p>\n<p>Bibliografia:<\/p>\n<p>BARRETO, Luiz Ant\u00f4nio. A Perman\u00eancia de Lampi\u00e3o. In: __ Um Novo Entendimento do Folclore: e Outras Abordagens Culturais. Aracaju: Sociedade Editorial de Sergipe, 1994. pp. 344-46.<br \/>\n&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. Os encantos de Propri\u00e1 (propriamente falando). Pirambu: Tribuna da Praia, 2006. Dispon\u00edvel em: CHARLES, Anderson, TORRES, Luiz e MELO, Patr\u00edcia. Nosso Estandarte \u00e9: Guerreiro. Aracaju: Infonet, 2004.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(*) Por Claudomir Tavares &#8220;Tudo o que eu tinha Deixei l\u00e1, n\u00e3o trouxe n\u00e3o &#8230; Por isto eu vou voltar pra l\u00e1 N\u00e3o posso mais ficar Rosinha ficou l\u00e1 em Propri\u00e1. Ai ai, ui ui, Eu tenho que voltar Ai ai, ui ui A minha vida t\u00e1 todinha em Propri\u00e1\u201d. (Luiz Gonzaga e Guido Morais) O Ciclo Junino inicia-se em 19 de mar\u00e7o e estende-se at\u00e9 as festas dos tr\u00eas<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":795,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[18],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v16.3 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>ARTiGO: Repert\u00f3rio Folcl\u00f3rico de Propri\u00e1 - a?riqueza e diversidade do folclore da Princesinha do Baixo S\u00e3o Francisco (1) - TRIBUNA DA PRAIA<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/tribunadapraia.com.br\/?p=794\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"ARTiGO: Repert\u00f3rio Folcl\u00f3rico de Propri\u00e1 - a?riqueza e diversidade do folclore da Princesinha do Baixo S\u00e3o Francisco (1) - TRIBUNA DA PRAIA\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"(*) Por Claudomir Tavares &#8220;Tudo o que eu tinha Deixei l\u00e1, n\u00e3o trouxe n\u00e3o &#8230; Por isto eu vou voltar pra l\u00e1 N\u00e3o posso mais ficar Rosinha ficou l\u00e1 em Propri\u00e1. 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