{"id":717,"date":"2020-03-21T08:03:23","date_gmt":"2020-03-21T11:03:23","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadapraia.com.br\/?p=717"},"modified":"2020-03-21T08:03:23","modified_gmt":"2020-03-21T11:03:23","slug":"a-peste-negra-por-antonio-samarone-resenhando-joffre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadapraia.com.br\/?p=717","title":{"rendered":"A Peste Negra (por Antonio Samarone, resenhando Joffre)"},"content":{"rendered":"<p>A Peste Negra est\u00e1 contada na B\u00edblia, foi a praga que acometeu os Filisteus, descrita por Samuel.<\/p>\n<p>Na Hist\u00f3ria da Guerra do Peloponeso, Tuc\u00eddides relatou a Peste de Atenas (428 a.C.):<\/p>\n<p>\u201cNenhum temperamento, robusto ou d\u00e9bil, resistiu \u00e0 enfermidade. Todos adoeciam, qualquer que fosse o regime adotado. O mais grave era o desespero que se apossava da pessoa ao sentir-se atacado: imediatamente perdia a esperan\u00e7a e, em lugar de resistir, entregava-se inteiramente. Contaminavam-se mutuamente e morriam como rebanhos.\u201d<\/p>\n<p>\u201cA enfermidade desconhecida castigava com tal viol\u00eancia que desconcertava a natureza humana. Os p\u00e1ssaros e os animais carn\u00edvoros n\u00e3o tocavam nos cad\u00e1veres apesar da infinidade deles que ficavam insepultos. Se algum os tocava ca\u00eda morto.\u201d<\/p>\n<p>A maior epidemia da hist\u00f3ria foi a Peste Negra do S\u00e9culo XIV.<\/p>\n<p>Come\u00e7ou na \u00c1sia Central e se espalhou em todas as dire\u00e7\u00f5es. Em 1334, causou cinco milh\u00f5es de mortes na Mong\u00f3lia e na China.<\/p>\n<p>\u201cEm 1347 a epidemia alcan\u00e7ou a Crimeia, o arquip\u00e9lago grego e a Sic\u00edlia. Em 1348 embarca\u00e7\u00f5es genovesas procedentes da Crimeia aportaram em Marselha, no sul da Fran\u00e7a, ali disseminando a doen\u00e7a. Em um ano, a maior parte da popula\u00e7\u00e3o de Marselha foi dizimada pela peste.\u201d Joffre<\/p>\n<p>\u201cEm 1349 a peste chegou ao centro e ao norte da It\u00e1lia e dali se estendeu por toda a Europa. Em sua caminhada devastadora, semeou a desola\u00e7\u00e3o e a morte nos campos e nas cidades. Povoados inteiros se transformaram em cemit\u00e9rios. Calcula-se que a Europa tenha perdido pelo menos um ter\u00e7o de sua popula\u00e7\u00e3o.\u201d Joffre.<\/p>\n<p>Assim descreveu Bocaccio os sintomas da Peste Negra:<\/p>\n<p>\u201cApareciam, no come\u00e7o, tanto em homens como nas mulheres, ou na virilha ou nas axilas, algumas incha\u00e7\u00f5es. Algumas destas cresciam como ma\u00e7\u00e3s, outras como um ovo; cresciam umas mais, outras menos; chamava-as o povo de bub\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEntre tanta afli\u00e7\u00e3o e tanta mis\u00e9ria de nossa cidade, a autoridade das leis, quer divinas quer humanas desmoronara e dissolvera-se. Ministros e executores das leis, tanto quanto outros homens, todos estavam mortos, ou doentes, ou haviam perdido os seus familiares e assim n\u00e3o podiam exercer nenhuma fun\u00e7\u00e3o. Em consequ\u00eancia de tal situa\u00e7\u00e3o permitia-se a todos fazer aquilo que melhor lhes aprouvesse.\u201d Bocaccio.<\/p>\n<p>Uma das maiores dificuldades era dar sepultura aos mortos!<\/p>\n<p>\u201cA epidemia se apresentou de duas maneiras. Nos primeiros dois meses manifestava-se com febre e expectora\u00e7\u00e3o sanguinolenta e os doentes morriam em tr\u00eas dias; decorrido esse tempo manifestou-se com febre cont\u00ednua e incha\u00e7\u00e3o nas axilas e nas virilhas e os doentes morriam em cinco dias. Era t\u00e3o contagiosa que se propagava rapidamente de uma pessoa a outra; o pai n\u00e3o ia ver seu filho nem o filho a seu pai.\u201d Chauliac.<\/p>\n<p>A caridade desapareceu por completo.<\/p>\n<p>Durante a epidemia, o povo procurava uma explica\u00e7\u00e3o. Para alguns tratava-se de castigo divino, puni\u00e7\u00e3o dos pecados, aproxima\u00e7\u00e3o do Apocalipse. Para outros, os culpados seriam os judeus, os quais foram perseguidos e trucidados. Somente em Borgonha, na Fran\u00e7a, foram mortos cerca de cinquenta mil deles.<\/p>\n<p>Muitos m\u00e9dicos se dispuseram a atender aos pestosos com risco da pr\u00f3pria vida. Adotavam para isso roupas e m\u00e1scaras especiais. Alguns dentre eles evitavam aproximar-se dos enfermos. Prescreviam \u00e0 dist\u00e2ncia e lancetavam os bub\u00f5es com facas de at\u00e9 1,80 m de comprimento.<\/p>\n<p>Frades capuchinhos e jesu\u00edtas cuidaram dos pestosos em Marselha, correndo todos os riscos.<\/p>\n<p>S\u00e3o Roque, foi escolhido o padroeiro dos pestosos. Tratava-se de um jovem que havia adquirido a peste em Roma e havia se retirado para um bosque para morrer. Foi alimentado por um c\u00e3o, que lhe levava peda\u00e7os de p\u00e3o e conseguiu recuperar-se.<\/p>\n<p>S\u00e3o Roque \u00e9 o padroeiro de Campo do Brito. (Voc\u00ea sabe o motivo?)<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias sociais, demogr\u00e1ficas, econ\u00f4micas, culturais e religiosas da Peste Negra foram imensas:<\/p>\n<p>1. As cidades e os campos ficaram despovoados; fam\u00edlias inteiras se extinguiram; casas e propriedades rurais ficaram vazias e abandonadas, sem herdeiros legais.<\/p>\n<p>2. A produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e industrial reduziu-se enormemente; houve escassez de alimentos e de bens de consumo; a nobreza se empobreceu; reduziram-se os efetivos militares.<\/p>\n<p>3. Houve ascens\u00e3o da burguesia que explorava o com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>4. O poder da Igreja se enfraqueceu com a redu\u00e7\u00e3o num\u00e9rica do clero e houve sens\u00edveis mudan\u00e7as nos costumes e no comportamento das pessoas.<\/p>\n<p>A Peste Negra permaneceu end\u00eamica por muitos s\u00e9culos.<br \/>\nEntre 1894 e 1912 houve uma outra pandemia que teve in\u00edcio na \u00cdndia (onze milh\u00f5es de mortes), estendendo-se \u00e0 China, de onde trasladou-se para a costa do Pac\u00edfico, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>No Brasil, a peste entrou pelo porto de Santos em 1899 e propagou-se a outras cidades litor\u00e2neas. A partir de 1906 foi banida dos centros urbanos, persistindo como enzootia em pequenos focos end\u00eamicos residuais na zona rural.<\/p>\n<p>Em Sergipe, a Peste Negra teve uma passagem branda no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. N\u00e3o causou maiores estragos. As nossas Pestes foram outras.<\/p>\n<p>A Peste Negra foi retratada em quadros not\u00e1veis: A Peste em Atenas, do pintor belga Michael Sweerts (1624-1664), A Peste em N\u00e1poles, de Domenico Gargiulo (1612-1679), O Triunfo da Morte, do pintor belga Pieter Bruegel, o Velho (1510-1569), e S\u00e3o Roque, de Bartolomeo Mantegna (1450-1523).<\/p>\n<p>Na literatura, inspirou Albert Camus, pr\u00eamio Nobel de Literatura, a escrever uma de suas obras mais conhecidas: A Peste.<\/p>\n<p>Antonio Samarone (resenhando Joffre).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Peste Negra est\u00e1 contada na B\u00edblia, foi a praga que acometeu os Filisteus, descrita por Samuel. Na Hist\u00f3ria da Guerra do Peloponeso, Tuc\u00eddides relatou a Peste de Atenas (428 a.C.): \u201cNenhum temperamento, robusto ou d\u00e9bil, resistiu \u00e0 enfermidade. Todos adoeciam, qualquer que fosse o regime adotado. 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