{"id":2853,"date":"2021-07-23T14:51:13","date_gmt":"2021-07-23T17:51:13","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunadapraia.com.br\/?p=2853"},"modified":"2021-07-23T14:51:13","modified_gmt":"2021-07-23T17:51:13","slug":"artigo-a-importancia-socio-economica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunadapraia.com.br\/?p=2853","title":{"rendered":"ARTIGO: A import\u00e2ncia s\u00f3cio-econ\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<p>Artigo apresentado por Claudomir Tavares da Silva e Carina Tavares Bispo durante o IV Encontro Sergipano de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental (publicado em 20\/04\/2015 \u00e3s 05h57 na Tribuna da Praia)<br \/>\nRESUMO<\/p>\n<p>Com 32 Km de extens\u00e3o e 1.30 m de profundidade o Canal do Pomonga foi fruto de uma lei provincial datada de 16 de mar\u00e7o de 1835 que autorizava o Presidente da Prov\u00edncia a abrir um canal atrav\u00e9s do Pomonga, ligando os rios Sergipe ao Japaratuba. Estudar nos dias de hoje o Canal do Pomonga, na sua perspectiva s\u00f3cio-eon\u00f4mica, nos d\u00e1 uma possibilidade de compreender, ainda que sem procurar esgotar o tema (emblem\u00e1tico e cheio de atalhos para outros estudos) a sua import\u00e2ncia s\u00f3cio-econ\u00f4mica no contexto das transforma\u00e7\u00f5es bastante vis\u00edveis que esta regi\u00e3o do litoral. Fala-se muito na recupera\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de navegabilidade do rio para implanta\u00e7\u00e3o do ecoturismo, associado ao projeto desenvolvimentista e urban\u00edstico que tem sido defendido para a regi\u00e3o.<br \/>\nPalavras-chaves: Canal do Pomonga, Hist\u00f3ria, Geografia, Economia<\/p>\n<p>ABSTRACT<\/p>\n<p>With 32 Km long and 1.30 m deep Pomonga the Canal was the result of a provincial law dated March 16, 1835 which authorized the President of the Province to open a channel through Pomonga linking rivers to Japaratuba to Sergipe. Studying these days the Canal Pomonga in its socio-economic, gives us a chance to understand, even without trying to exhaust the topic (symbolic and full of shortcuts to other studies) their socio-economic importance in the context of changes quite noticeable that this coastal region. There is much talk in the recovery of the river navigable condition for implementation of ecotourism, and associated urban development project that has been advocated for the region.<br \/>\nKeywords:\u00a0Canal Pomonga, History, Geography, Economics<\/p>\n<p>1\u00a0Licenciado em Hist\u00f3ria. Estudante da Especializa\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o de Recursos H\u00eddricos (UFS). Mestrando em Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o (Universidad San Carlos\/Assuncion). Ex-presidente do Comit\u00ea da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Japaratuba.\u00a0claudomir21@bol.com.br<\/p>\n<p>2\u00a0Licenciada em Geografia (UNIT). Professora nas institui\u00e7\u00f5es Col\u00e9gio CEME e Col\u00e9gio Nossa Senhora da Gl\u00f3ria (Nossa Senhora do Socorro).\u00a0Carina_tavaresbispo@hotmail.com<br \/>\n1. INTRODU\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>O Canal do Pomonga pela sua import\u00e2ncia hist\u00f3rica e econ\u00f4mica, tem sido considerado um elo fundamental de liga\u00e7\u00e3o entre os rios Sergipe\u00a03\u00a0ao Japaratuba. Fazia parte de uma estrat\u00e9gia de \u201cligar no s\u00e9culo XIX os rios Real ao S\u00e3o Francisco atrav\u00e9s de canais\u201d.\u00a04<\/p>\n<p>Com 32 Km de extens\u00e3o e 1.30 m de profundidade\u00a05\u00a0o Canal do Pomonga foi fruto de uma lei provincial datada de 16 de mar\u00e7o de 1835\u00a06\u00a0que autorizava o Presidente da Prov\u00edncia a abrir um canal atrav\u00e9s do Pomonga, ligando os rios Sergipe ao Japaratuba.<br \/>\nJustificava tal esfor\u00e7o o escoamento da produ\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar em nossos vales. Ao longo dos seus 159 anos\u00a07\u00a0o Canal do Pomonga cumpriu uma fun\u00e7\u00e3o de tamanha grandeza. Foi uma das principais vias de transporte de produtos e de passageiros e at\u00e9 in\u00edcio da d\u00e9cada de 80 do s\u00e9culo XX servia de importante canal de comunica\u00e7\u00e3o entre os povoados Canal de S\u00e3o Sebasti\u00e3o e Touro, ambos localizados no munic\u00edpio de Barra dos Coqueiros, com a capital Aracaju, deslizando em seu leito balsas e canoas tipo \u201ct\u00f3-t\u00f3-t\u00f3s\u201d (embarca\u00e7\u00e3o que ainda hoje faz o transporte de passageiro entre as cidades de Barra dos Coqueiros e Aracaju) que transportavam coco, casca de coco para as f\u00e1bricas do Bairro Industrial, trazendo mercadorias para abastecer as \u201cbodegas\u201d8\u00a0daquelas comunidades.<br \/>\nNas prociss\u00f5es fluviais do povoado Aguada (Carm\u00f3polis), dia 1\u00ba de janeiro e do Canal de S\u00e3o Sebasti\u00e3o (Barra os Coqueiros)\u00a09\u00a0em 20 de janeiro vinham v\u00e1rias canoas de Barra dos Coqueiros e barcos de pesca de Pirambu para levar os santos que motivavam as festas e os fi\u00e9is nos leitos do Canal do Pomonga e Rio Japaratuba.<br \/>\n2. MAIS QUE UM ELO DE LIGA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Dirigido pelo matem\u00e1tico Manuel da Cunha Galv\u00e3o10, o \u201cProjeto de um canal de navega\u00e7\u00e3o entre o Rio Japaratuba, e o Rio Pomonga\u201d, assinado pelo engenheiro civil Euz\u00e9bio Stevaux,11\u00a0teve as obras visitadas as obras do Canal do Pomonga e Japaratuba receberam a visita do Imperador D. Pedro II em 16 de janeiro de 1859.<\/p>\n<p>\u201cNa galeota percorreu S. M. todo o canal existente entre o Pomonga e Japaratuba, fazendo minuciosas reflex\u00f5es a respeito da dire\u00e7\u00e3o deste canal, e comparando-a com a do outro projetado. J\u00e1 no Pomonga, no lugar denominado Angelim entrou S. M. no Piraj\u00e1, para onde se passou com a sua comitiva, dirigindo\u2013se ao Aracaj\u00fa, onde desembarcou as 6 horas da tarde.\u201d (SANTOS, 2005).<\/p>\n<p>Em suas v\u00e1rias etapas de exist\u00eancia, tem sido o Canal do Pomonga um instrumento imprescind\u00edvel para a atividade pesqueira, o que, segundo informa\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3prios pescadores tem diminu\u00eddo de forma acentuada ao longo das duas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo passado em fun\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de agress\u00f5es antr\u00f3picas.<\/p>\n<p>[Imagem Indisonivel]<br \/>\nFigura 1: Canal do Pomonga, povoado Touro (Barra dos Coqueiros)<br \/>\nFoto: Claudomir Tavares, em setembro de 2005<\/p>\n<p>Por estar nas proximidades de Aracaju, numa regi\u00e3o de manguezais e de presen\u00e7as constantes de loteamentos e de viveiros de camar\u00e3o, fruto da atividade conhecida como carcinicultura,12\u00a0o Canal do Pomonga tem sofrido com a diminui\u00e7\u00e3o do caranguejo,\u00a013\u00a0o que tem imposto aos catadores do crust\u00e1ceo na procura de novas perspectivas de sobreviv\u00eancia, com o desmatamento do mangue n\u00e3o para retirada da madeira antes utilizada para reconstruir casas de pescadores, lenhas para as panifica\u00e7\u00f5es, estacas para cercar as v\u00e1rias propriedades, mas para a implanta\u00e7\u00e3o de aterros para os loteamentos (horizontalizados) e condom\u00ednios (verticalizados) que crescem de forma desordenada, j\u00e1 nas proximidades da cidade de Barra dos Coqueiros, expandindo-se nos \u00faltimos anos para os povoados em toda extens\u00e3o do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>[Imagem Indisonivel]<br \/>\nFigura 2: Planta do Loteamento Rio Pomonga, no povoado Canal<br \/>\nFonte: Gonzales Imobili\u00e1ria, em 22 de mar\u00e7o de 2013<\/p>\n<p>Os loteamentos tem sido uma constante tamb\u00e9m ao longo de toda a faixa litor\u00e2nea, localizada entre o Oceano Atl\u00e2ntico e o Canal do Pomonga, principalmente nas proximidades no trecho compreendido entre os povoados Jatob\u00e1 e Touro, provocando o \u00eaxodo das comunidades que historicamente tem habitado o local \u2013 um processo migrat\u00f3rio for\u00e7ado.<br \/>\nEste n\u00e3o \u00e9 um processo isolado, est\u00e1 associado com algo que acontece em escala global, e que tamb\u00e9m tem feito \u201cestragos\u201d nas comunidades que se constitu\u00edram ao longo do Pomonga. \u00c9, nesta perspectiva, reflexos da globaliza\u00e7\u00e3o que tem afetado parcelas cada vez maiores em escala mundial. Milton Santos afirma que \u201c&#8230; o aumento da produ\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento de t\u00e9cnicas avan\u00e7adas, um pequeno grupo de empresas as seq\u00fcestrou. As corpora\u00e7\u00f5es usam estes recursos extraordin\u00e1rios em seu pr\u00f3prio benef\u00edcio e em preju\u00edzo da humanidade\u201d.\u00a014<br \/>\nPara ele \u201cnenhum subespa\u00e7o do planeta pode escapar ao processo conjunto de globaliza\u00e7\u00e3o e fragmenta\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, individualiza\u00e7\u00e3o e regionaliza\u00e7\u00e3o\u201d.\u00a015\u00a0Assim, ele procura apontar a quest\u00e3o da regi\u00e3o como algo que n\u00e3o e pode dissociado restante, do todo.<\/p>\n<p>[Imagem Indisonivel]<br \/>\nFigura 3: Parque Estadual das Dunas, entre os povoados Jatob\u00e1 e Touro<br \/>\nFoto: Canoa de Tolda, em maio de 2013<\/p>\n<p>Estudar nos dias de hoje o Canal do Pomonga, na sua perspectiva s\u00f3cio-eon\u00f4mica, nos d\u00e1 uma possibilidade de compreender, ainda que sem procurar esgotar o tema (emblem\u00e1tico e cheio de atalhos para outros estudos) a sua import\u00e2ncia s\u00f3cio-econ\u00f4mica no contexto das transforma\u00e7\u00f5es bastante vis\u00edveis que esta regi\u00e3o do litoral Norte tem sido cen\u00e1rio nos \u00faltimos anos, \u00e9 um elemento necess\u00e1rio para provocar uma discuss\u00e3o \u00e0 cerca dos impactos que tem gerado os \u00faltimos projetos de desenvolvimento destacados para o faixa de terra compreendida entre os rios Sergipe e S\u00e3o Francisco, num acentuado processo de pol\u00edticas p\u00fablicas elaboradas sem o devido envolvimento das comunidades \u201cbeneficiadas\u201d ou \u201cagredidas\u201d. Quem s\u00e3o seus atores sociais? A servi\u00e7o de quem e quais interesses est\u00e3o empenhados? Qual o papel reservado ao homem destas comunidades? S\u00e3o v\u00e1rias interroga\u00e7\u00f5es que nos d\u00e3o o tamanho da relev\u00e2ncia desta pesquisa para, num primeiro momento, provocar um debate e, a partir da\u00ed, apontar alguns caminhos.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica sobre as bacias de Sergipe e mesmo sobre a regi\u00e3o do litoral norte tem sido bastante estimulada e pesquisada nas \u00faltimas d\u00e9cadas, tendo seu conjunto contribu\u00eddo para a compreens\u00e3o do estudo do espa\u00e7o geogr\u00e1fico nesta regi\u00e3o que inclui as microrregi\u00f5es de Aracaju e Japaratuba, na mesorregi\u00e3o Leste Sergipana.<\/p>\n<p>[Imagem Indisonivel]<br \/>\nFigura 4: Canal do Pomonga, povoado Touro (Barra dos Coqueiros)<br \/>\nFoto: Claudomir Tavares, em setembro de 2005<\/p>\n<p>O Canal do Pomonga, na perspectiva como foi concebido ou na viabilidade de uso nos dias atuais, ainda n\u00e3o teve um estudo, digamos, minucioso sobre o mesmo,16\u00a0no que diz respeito a sua pesquisa por uma institui\u00e7\u00e3o de ensino e pesquisa, o que n\u00e3o significa que inexiste um conjunto de documentos e fontes prim\u00e1rias, e conseq\u00fcentemente secund\u00e1rias para que se possa iniciar uma pesquisa sobre sua import\u00e2ncia s\u00f3cio-econ\u00f4mica. Assim, \u201c\u00e9 preciso fazer novas perguntas a velhos documentos e usar novos documentos para esclarecer velhas perguntas\u201d.\u00a017\u00a0Portanto, os desafios s\u00e3o enormes, mas nunca maiores do que a disposi\u00e7\u00e3o de se debru\u00e7ar sobre a investiga\u00e7\u00e3o sobre suas raz\u00f5es de exist\u00eancia ao longo dos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>A geograficidade do Canal do Pomonga apresenta algumas caracter\u00edsticas espec\u00edficas, o que a tem diferenciado do conjunto dos demais rios sergipanos. Ela tem a fun\u00e7\u00e3o de ligar duas bacias hidrogr\u00e1ficas: Sergipe ao Japaratuba. Al\u00e9m disso, ele deu o status de ilha ao atual munic\u00edpio de Barra dos Coqueiros, sendo um divisor de duas microrregi\u00f5es: Aracaju e Cotinguiba. De sua fun\u00e7\u00e3o destinada \u00e0 navega\u00e7\u00e3o para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar do Vale do Japaratuba e Cotinguiba, ele desempenhou importante papel na atividade pesqueira, bem como no aproveitamento de suas \u00e1guas para a produ\u00e7\u00e3o do sal, irriga\u00e7\u00e3o e atualmente para a atividade da carcinicultura. Desempenhou, por que a pesca hoje praticada ao longo Canal do Pomonga, j\u00e1 n\u00e3o atende mais as expectativas de milhares de pescadores que vivem nas suas margens.<br \/>\n3. CONCLUS\u00c3O<\/p>\n<p>S\u00e3o v\u00e1rias as raz\u00f5es ainda que em car\u00e1ter n\u00e3o conclusivo, para a diminui\u00e7\u00e3o da atividade pesqueira, a saber: desmatamento dos manguezais para a implanta\u00e7\u00e3o de viveiros de camar\u00e3o (carcinicultura), assoreamento do seu leito em fun\u00e7\u00e3o da diminui\u00e7\u00e3o da atividade de navega\u00e7\u00e3o (ou vice-versa), em alguns trechos impratic\u00e1veis, da pr\u00e1tica clandestina e desordenada de aterros para a edifica\u00e7\u00e3o de loteamentos, provocando sua ocupa\u00e7\u00e3o suas margens e de seu entorno, na faixa de terra que separa o Canal do Pomonga do Oceano Atl\u00e2ntico no munic\u00edpio de Barra dos Coqueiros, pr\u00f3ximo do povoado Jatob\u00e1 \u2013 este mais acentuado.<br \/>\nFala-se muito na recupera\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de navegabilidade do rio para implanta\u00e7\u00e3o do ecoturismo, associado ao projeto desenvolvimentista e urban\u00edstico que tem sido defendido para a regi\u00e3o.\u00a018<br \/>\n\u00c9 preciso, pois, se repensar no papel social do canal do Pomonga, sua sustentabilidade econ\u00f4mica, sem que para isso tenhamos que condenar seus habitantes a marginalidade em fun\u00e7\u00e3o da substitui\u00e7\u00e3o de classes sociais, ainda que seja ela de veraneio,\u00a019\u00a0mas que no futuro poder\u00e1 fixar-se em definitivamente na faixa de terra localizada entre o Oceano Atl\u00e2ntico e o Canal do Pomonga.<br \/>\nREFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/p>\n<p>AMAZONAS, Fl\u00e1dson.\u00a0Caranguejo uc\u00e1, um sergipano em extin\u00e7\u00e3o. Aracaju: 2004. Dispon\u00edvel em:<br \/>\nCIRIBELLI, M. Metodologia da S\u00edntese, p. 5.<br \/>\nFREITAS, Itamar (Org.). Produ\u00e7\u00e3o da P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da UFS (1988\/1998).S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o: UFS, 1998.<br \/>\nGOIS, Jos\u00e9 Cristian.\u00a0Carcinicultura: crime ambiental em Sergipe. Pirambu, 2004. Dispon\u00edvel em:<br \/>\nPASSOS SOBRINHO, Josu\u00e9 Modesto dos. Hist\u00f3ria Econ\u00f4mica de Sergipe (1850-1930). Aracaju: UFS\/Programa Editorial da UFS, 1987.<br \/>\nSANTANA, Ant\u00f4nio Samarone de. Canal do Pomonga. Pirambu, 2005. Dispon\u00edvel em:<br \/>\nSANTOS, Luiz \u00c1lvares do. Viagem Imperial a Prov\u00edncia de Sergipe. 2\u00aa Ed. Revisada e Anotada. (Introdu\u00e7\u00e3o e notas de Luiz Ant\u00f4nio Barreto). Aracaju: Degrase, 2005. pp 163-206. (No Prelo)<br \/>\nSANTOS, M\u00edlton. Id\u00e9ias: Globaliza\u00e7\u00e3o. Campinas: 2005. Dispon\u00edvel em:<br \/>\nSANTOS, Milton.\u00a0A natureza do espa\u00e7o habitado. S\u00e3o Paulo: HUCITEC, 1996<br \/>\nSEBR\u00c3O SOBRINHO. Laudas da Hist\u00f3ria do Aracaju. Aracaju: Prefeitura Municipal de Aracaju, 1954.p. 40.<br \/>\nSILVA, Gic\u00e9lia Mendes da.\u00a0O munic\u00edpio de Pirambu e a atividade pesqueira. S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, 1996. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Geografia) NPGEO\/UFS. [Prof. Orientador \u2013 SANTOS, Aldeci Figueiredo].<br \/>\nO Campon\u00eas Pescador. In: SANTOS, Lourival Santana et alli. Camponeses em Sergipe: Estrat\u00e9gias de Reprodu\u00e7\u00e3o. Aracaju: NPGEO\/UFS, 1996. pp. 145-159.<br \/>\nSOUTO, Paulo Heimar.\u00a0Pol\u00edticas p\u00fablicas e organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o no litoral Norte de Sergipe. S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, 1997. disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Geografia) \u2013 NPGEO\/UFS. [Prof. Orientador \u2013 MELLO E SILVA, Sylvio Carlos Bandeira].<\/p>\n<p>1\u00a0Licenciado em Hist\u00f3ria. Estudante da Especializa\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o de Recursos H\u00eddricos (UFS). Mestrando em Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o (Universidad San Carlos\/Assuncion). Ex-presidente do Comit\u00ea da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Japaratuba.\u00a0claudomir21@bol.com.br<\/p>\n<p>2\u00a0Licenciada em Geografia (UNIT). Professora nas institui\u00e7\u00f5es Col\u00e9gio CEME e Col\u00e9gio Nossa Senhora da Gl\u00f3ria (Nossa Senhora do Socorro).\u00a0Carina_tavaresbispo@hotmail.com<\/p>\n<p>3\u00a0At\u00e9 1925 Rio Cotinguiba.<\/p>\n<p>4\u00a0SANTANA, Ant\u00f4nio Samarone de. Canal do Pomonga. Pirambu, 2005. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<p>5 [Indispon\u00edvel]<\/p>\n<p>6\u00a0SEBR\u00c3O SOBRINHO. Laudas da Hist\u00f3ria do Aracaju. Aracaju: Prefeitura Municipal de Aracaju, 1954.p. 40.<\/p>\n<p>7\u00a0As obras do canal tiveram in\u00edcio na administra\u00e7\u00e3o de Dr. Jos\u00e9 Antonio de Oliveira e Silva (1852), sendo conclu\u00eddo na administra\u00e7\u00e3o do Dr. In\u00e1cio Joaquim Barbosa (1854).<\/p>\n<p>8\u00a0Casas comerciais que abasteciam aquelas comunidades.<\/p>\n<p>9\u00a0O povoado Canal S\u00e3o Sebasti\u00e3o, cujo padroeiro d\u00e1 nome \u00e0 comunidade, incorporou a prociss\u00e3o de Bom Jesus dos Navegantes que fora o padroeiro do antigo povoado Porto Grande (hoje em ru\u00ednas, restando apenas partes das paredes da Igreja), por isso as imagens dos dois santos eram conduzidas pelas \u00e1guas, justificando a liga\u00e7\u00e3o destas comunidades com o rio e com a atividade pesqueira.<\/p>\n<p>10\u00a0, Presidiu Sergipe de 7 de mar\u00e7o de1859 a 15 de agosto de1860<\/p>\n<p>11\u00a0Um dos engenheiros contratados pela Prov\u00edncia, fez a planta do Canal do Pomonga<\/p>\n<p>12\u00a0GOIS, Jos\u00e9 Cristian. Carcinicultura: crime ambiental em Sergipe. Pirambu, 2004. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<p>13\u00a0AMAZONAS, Fl\u00e1dson. Caranguejo uc\u00e1, um sergipano em extin\u00e7\u00e3o. Aracaju: 2004. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<p>14\u00a0SANTOS, M\u00edlton. Id\u00e9ias: Globaliza\u00e7\u00e3o. Campinas: 2005. Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<p>15\u00a0SANTOS, Milton.\u00a0A natureza do espa\u00e7o habitado. S\u00e3o Paulo: HUCITEC, 1996.<\/p>\n<p>16\u00a0FREITAS, Itamar (Org.). Produ\u00e7\u00e3o da P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da UFS (1988\/1998).S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o: UFS, 1998.<\/p>\n<p>17\u00a0CIRIBELLI, M. Metodologia da S\u00edntese, p. 5.<\/p>\n<p>18\u00a0Leia-se Rodovia C\u00e9sar Franco, que ligou definitivamente a Barra dos Coqueiros a Pirambu, a Ponte da Amizade sobre o Rio Japaratuba, ambas inauguradas em 1992 e Ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros, prevista para ser inaugurada em 2006.<\/p>\n<p>19\u00a0O turista que edifica sua casa de praia, mas n\u00e3o fixa resid\u00eancia, deslocando-se para a localidade apenas nos finais de semana, feriados e temporadas de ver\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo apresentado por Claudomir Tavares da Silva e Carina Tavares Bispo durante o IV Encontro Sergipano de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental (publicado em 20\/04\/2015 \u00e3s 05h57 na Tribuna da Praia) RESUMO Com 32 Km de extens\u00e3o e 1.30 m de profundidade o Canal do Pomonga foi fruto de uma lei provincial datada de 16 de mar\u00e7o de 1835 que autorizava o Presidente da Prov\u00edncia a abrir um canal atrav\u00e9s do Pomonga, ligando<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2854,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[18],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v16.3 - 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