Movimento “estamos #Juntos” lança manifesto em defesa da vida, da liberdade, e da democracia no Brasil

Movimento “estamos #Juntos” lança manifesto em defesa da vida, da liberdade, e da democracia no Brasil

Marcos Pedlowski

■ Movimento Estamos #Juntos

Em um sinal de que a maré está se virando forte contra os instintos golpistas que têm sido disseminados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, um novo manifesto político foi lançado no dia de ontem a partir do movimento “Estamos #Juntos” que reúne uma ampla gama de personalidades do mundo político, científico e artístico.

■ Estamos juntos

A lista inicial de aderentes ao manifesto “Estamos juntos” reúne mais de 2.000 signatários e abarca um amplo espectro político e ideológico. Entre os participantes estão nomes como os de Eliane Brum (jornalista), Luciano Huck (apresentador de TV), Fernando Henrique Cardoso (ex-presidente), Vahan Agopyan (Reitor da USP), Petra Costa (Diretora), Marcos Palmeira (Ator), João Paulo Capobianco (SOS Mata Atlântica) e Frei Betto (Escritor).

O manifesto explicita que “como aconteceu no movimento Diretas Já, é hora de deixar de lado velhas disputas em busca do bem comum. Esquerda, centro e direita unidos para defender a lei, a ordem, a política, a ética, as famílias, o voto, a ciência, a verdade, o respeito e a valorização da diversidade, a liberdade de imprensa, a importância da arte, a preservação do meio ambiente e a responsabilidade na economia“.

O manifesto aponta ainda que seus signatários defendem “uma administração pública reverente à Constituição, audaz no combate à corrupção e à desigualdade, verdadeiramente comprometida com a educação, a segurança e a saúde da população“.

O caráter de amplo espectro ideológico do manifesto é explicitado no reconhecimento de que os signatários “possuem ideias e opiniões diferentes, mas comungam dos mesmos princípios éticos e democráticos“, e que “querem combater o ódio e a apatia com afeto, informação, união e esperança“.

Este movimento, devido principalmente ao seu amplo espectro de impulsionadores, é provavelmente um sinal claro de que o espaço político para as aventuras políticos dos que defendem a implantação de um regime de força no Brasil está começando a diminuir, e que reação no campo democrático começa a se levantar. O que, convenhamos, já não era sem tempo.

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